Outono
Tô muda! Minha mão aleijada
Já não falo nem escrevo
De perceber que é página virada
Aquilo que mais desejo.
As pernas não querem andar
As noites não são mais pra dormir
Neste outono infernal
Em que as folhas não param de cair.
Sinto-me um galho seco
Nem a seiva bruta
Percorre meu corpo
Pra levar vida ao peito
Não há grito, não tem jeito
Nem posso esperar a primavera
Teu inverno acaba com o resto
Do tronco que a terra espera
A última folha que caiu
A gota de esperança que restava
Ai, este outono induziu
a morte parcial de minh´alma.
(16 - 05 - 2007)
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