segunda-feira, 25 de outubro de 2010

É entristecer sempre...

Lá no fundo de minha alegria
Houve sempre o gemido da tristeza
Por pensar na dor eu ria
Para que a vida se traduzisse em beleza.

O tempo todo fui desse jeito
Sem perceber que me traía
Hoje quero arrancar isso do peito
E mostrar minha poesia.

Poesia de consciente obscuridade
Da alma de quem se diz feliz
E que na folha choram, na verdade
Palavras do profundo que é cicatriz.

Poesia improdutiva, seja bem-vindo!
indigna de qualquer louvor
Da poetiza que está sempre sorrindo
E que só tem inspiração na dor.

(maio 2007)

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