segunda-feira, 8 de abril de 2013

Corpus diluvium




Catástrofe nisto?
Corpo em grito.
Limpeza com creolina
em plácido e doce silêncio 
de postos de gasolina.

Alma não reabastece?
Energia se esmorece.
Vence o louco único
Em torrencial  infinito...
Rebento-me em transporte público!

(Risos)

... And the show must go on! :)





política do pé atrás


Lamento olhar a ruína que se perfaz
Perfeita em cegueira comedida.
Atar-se desejo assim, sem mais.
Lúgubre estancar rubro de ferida.

Ações milimétricas, cartas marcadas...
Jogos sem cor, sem dor, sem alma.
Pueris inocência e parvoíce almejadas,
gritando em peito vívido: - Calma!

Eis, então, os destemidos adultos:
O quase prazer de sentidos invertidos.
Sonhos espontâneos são insultos;
cálculo, razão e controle, divertidos. 

(02/07/2012)